Uma série de conversas de Joshua Beneventi · primeiras gravações no outono de 2026

Como se faz uma pessoa?

Não sou uma coisa — um substantivo. Pareço ser um verbo. R. Buckminster Fuller, I Seem to Be a Verb (1970)

Uma pessoa não é uma coisa. Uma pessoa é algo que continua a ser feito — por uma casa, por um mais velho, por uma prática repetida até segurar, por uma cerimônia que desmonta a gente e nos devolve. Toda tradição que durou descobriu como fazer isso, defendeu esse saber e o transmitiu.

Esta é uma série de conversas longas com as pessoas que ainda fazem isso.

Se você foi convidado

Joshua Beneventi in conversation, recording Logos Talks, 2026
Gravando o Logos Talks, 2026. Duas cadeiras, uma mesa baixa, noventa minutos.
Joshua Beneventi, listening

Antropólogo de formação, ouvinte de ofício.

Antropologia na Universidade da Califórnia, San Diego — a linhagem de Boas, Mead e Geertz — cum laude, com o prêmio Mel Spiro. Tempo de campo em terreiros de Candomblé na Bahia, mosteiros na Tailândia, círculos sufis na Andaluzia e no Golfo, e na sala de manuscritos de Santa Catarina, no Sinai. Seis livros em andamento sobre como as pessoas são formadas.
O trabalho de todo dia é a conversa socrática longa com pessoas em momentos de passagem na vida — ou seja, escutar como profissão. Em 2026 apresentei o Logos Talks, uma série de conversas com estudiosos para uma editora.
Falo inglês, espanhol, português e árabe. Podemos conversar na língua que a sua tradição usa para falar de si mesma.

Quase nunca se pergunta a quem faz pessoas como é que se faz.

Ao iniciador, ao curador, ao mestre, ao etnógrafo que foi aprendiz por quarenta anos — pergunta-se sobre a instituição, a polêmica, o livro. O que me interessa é a outra coisa: o que acontece com uma pessoa no roncó, na dieta, no transe, no seminário que dura cinquenta anos. O que muda. O que custa. Como se sabe que deu certo. Como se passa adiante.
Venho como aprendiz. Fiz a leitura e não vou pedir que explique a sua tradição desde o começo — mas também não vou fingir que a conheço por dentro. Para isso é que existe você.
Lavagem do Bonfim, Salvador. Foto: Tatiana Azeviche / Turismo Bahia, CC BY-SA 2.0.
Lavagem do Bonfim, Salvador. Foto: Tatiana Azeviche / Turismo Bahia, CC BY-SA 2.0.
Cacique Isaká Huni Kuin, rezando. Acre. Foto: Ilex Duca, CC BY-SA 4.0.
Cacique Isaká Huni Kuin, rezando. Acre. Foto: Ilex Duca, CC BY-SA 4.0.
Phi Ta Khon, a festa dos espíritos em Dan Sai, Tailândia. Foto: Surakrit, CC BY-SA 3.0.
Phi Ta Khon, a festa dos espíritos em Dan Sai, Tailândia. Foto: Surakrit, CC BY-SA 3.0.
A Academia. Mosaico de Pompeia, séc. I a.C. Domínio público.
A Academia. Mosaico de Pompeia, séc. I a.C. Domínio público.

Um lugar para a sua voz, com tempo, nas suas palavras.

De sessenta a noventa minutos, sem roteiro, com os silêncios deixados. Não é debate, não é desmascaramento, não é divulgação — quando o assunto é possessão, iniciação ou prática extática, o trabalho é levá-lo a sério como prática, sem explicá-lo por outra coisa e sem endossar a sua metafísica.
Com o tempo, um registro permanente de como os humanos fazem humanos, contado de dentro por quem faz, para servir a pessoas que nunca vão conhecer você.

O que esperar, em termos simples.

Onde

À distância, pelo Riverside

Um computador, uma sala silenciosa, fones de ouvido. A gravação é feita do seu lado, então uma conexão fraca não custa nada. Presencialmente quando estivermos na mesma cidade, ou quando eu estiver viajando. Em português, espanhol, inglês, árabe, tailandês ou japonês — você escolhe; outras línguas com intérprete, dito na gravação.

Duração

De sessenta a noventa minutos, de uma vez

Às vezes mais. Nada a preparar, nenhuma pergunta enviada antes, nenhum bloco de divulgação. Um anfitrião, sem produtor na chamada; eu me adapto à sua agenda e ao seu fuso. Pode pensar em voz alta; os silêncios ficam.

Antes de publicar

Nada sai que você não quis

O que você não quis tornar público sai; é um direito permanente, não uma cortesia. Os cortes são só de duração; nada é reordenado para mudar o sentido.

Onde vai

YouTube e Instagram, todo mês; Substack por escrito

Publicado até um mês depois da gravação, em data confirmada com você. Uma transcrição, ou um ensaio a partir da conversa, sai depois no Substack (joshuabeneventi.substack.com). Você recebe os links e a gravação completa, para o seu próprio uso. Trechos curtos só do que você aprovou.

Um sim é uma resposta e algumas datas. Um não é uma linha, e não vou insistir.

Uma resposta, algumas datas ou uma pergunta. Um e-mail basta.